terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Para tudo!

As vezes eu sinto a necessidade de parar tudo e me mandar para um retiro. Tenho vontade de abandonar por um tempo essa roda viva em que me meti e esvaziar a cabeça, renovar mesmo. Não imagino que seja fácil, afinal estamos plugados em várias frentes ao mesmo tempo: trabalho, família, amigos, projetos e, simplesmente apertar no pause e voar as tranças nem sempre é simples ou pior, nem sempre é possível!
Mas caso eu tivesse essa oportunidade a usaria para fazer um balanço completo do meu comportamento, passar o anti-vírus; me desfragmentar. Eu ia começar com uma viagem ao passado, revivendo meus sonhos de criança, retomando minhas expectativas e tudo o que realmente me fazia feliz. Fazia? Sim, hoje sou tão bombardeada por informações e falsas necessidades que já me peguei titubeando ao ser questionada sobre o que realmente me satisfaz. Pode parecer exagero, mas faça o teste você mesmo e liste rapidamente cinco coisas que fazem a sua vida valer a pena... listou? Ok, agora corte tudo aquilo que é anunciado na mídia, e corte também aquilo que demanda altos investimentos financeiros. Ah, corte também aquilo que aparece nas revistas de beleza e sociedade. Se a sua lista continua intacta: parabéns!

Buenos, depois eu ia trazer para os dias de hoje tudo o que eu elegi como sendo motivo de felicidade e faria a comparação fatal. A seguir talvez eu fizesse uma análise crítica do que mudou, porque mudou, o que fez com que eu abandonasse alguns ideiais... vixi, seria preciso mais do que 24 horas para repassar tudo!

Tudo isso para dizer que se não paramos um pouco de vez em quando e não revemos nossas escolhas, estamos correndo sérios riscos de sermos levados pela multidão, de começarmos a achar certo algumas coisas que há um tempo atrás considerávamos inconcebíveis, de nos acostumar com comportamentos que sempre condenamos e a nos transformar em alguma coisa diferente da nossa essência.

E qual o problema disso tudo? O sentimento de vazio.

Enquanto o momento do ‘intervalo’ não vem, vou fazendo algumas pequenas pausas estratégicas quando é possível, no trânsito, no banho, na esteira ergométrica, seja onde for, não vou deixar o bolo crescer. Preciso fazer minha limpeza periódica, abrir espaço no precioso equipamento chamado mente, para mim é vital.

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