domingo, 7 de junho de 2009

Memória

A gente vai ficando mais velho e começa a dar valor para algumas coisas que não dava antes e vice versa. Não é realmente uma mudança, mas um amadurecimento, uma nova visão de mundo, não sei bem o que é, só sei que mudamos.
Me dei conta disso hoje, quando li as homenagens feitas no jornal de Santa Maria pelo centenário de meu avô. Se estivesse vivo, teria completado ontem, dia 06 de junho, 100 anos. Pelo teor dos textos publicados, somado às lembranças trazidas pela família ele foi uma pessoa muito querida e além de admiradores e amigos, deixou muitas lições de vida, muita história e muitos descendentes, entre eles, estou eu.
Minha lembrança dele é vaga, por morar longe acabava convivendo muito pouco, a única coisa que me lembro bem é vê-lo na poltrona da sala, esfregando as unhas – umas contra as outras – mania que herdei sem me dar conta.
Mas o que me bateu hoje foi um misto de saudade e curiosidade. Nas poucas linhas que li nos jornais, fiquei sabendo de coisas incríveis que ele fez, assim como percebi traços especialíssimos de sua personalidade que eu não fazia a menor idéia. Me deu uma vontade louca de falar com ele, de saber mais, de achar coisas em comum entre nós, tenho certeza que seríamos grandes parceiros!
Enfim, a vida é um milagre e assim como chegamos saímos... as vezes à francesa, as vezes com direito a despedidas mas o espaço é curto. Não cabe querer o impossível, mas dentro do possível ainda cabem muitas coisas e uma delas já é uma missão: levar adiante a sua memória.
Obrigada vô.

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