domingo, 24 de maio de 2009

uM oUTRO pONTO dE vISTA

“Se eu tivesse aprendido a respeitá-lo antes, eu não teria sofrido tanto!”.
Essa foi a frase mais sensata da noite. Me espantei por ter vindo de alguém que dificilmente me surpreende, ainda mais depois de vários chopes... mas tenho que admitir que dessa vez ela me surpreendeu.

A autora da frase: uma amiga, mãe de um ‘adolescente’ de quase 20 anos, cheio de histórias complicadas. O sujeito da frase: o filho, garoto do bem, porém desinteressado da vida, com um pé na terra e o outro no mundo da lua. O contexto: Por duas décadas ela não aceitou que o filho tivesse um ritmo lento, fizesse tudo com (demasiada) calma e tivesse pouco interesse nas coisas que ela julgava importantes. Resultado disso: muita briga, muito desgaste e obviamente, sofrimento – de ambas as partes.

Histórias de vida à parte, a observação dela me fez pensar em como fazemos isso ao longo da nossa vida. Sem nos darmos conta, estamos sempre querendo mudar os outros a nossa volta... sejam eles pai, mãe, marido, irmão... sempre achamos que a nossa visão é a correta e que se eles ainda não mudaram, é só uma questão de tempo. O pior é que a gente sabe muito bem que não é bem assim, mas não consegue frear o impulso. Passamos anos da vida se chocando, se debatendo, sempre com os mesmos conflitos, sempre achando que se insistir mais, se for mais firme e duro a coisa vai mudar: ou melhor, ELES vão mudar.

Nunca chamamos a responsabilidade pra nós, já viram? Se o meu relacionamento esta uma droga é sempre culpa do marido. Se não me dou bem com meus pais, não penso duas vezes em colocar a culpa neles, e assim nós vamos...dando soco na parede e passando gelo na mão, sem imaginar que dá sim para parar de soquear a parede!

Não vou entrar no mérito da nossa protagonista: que ela faça o que for melhor para eles. Mas para mim foi uma lição, e assim como todos os nossos conflitos, o primeiro passo é perceber o que está acontecendo, para depois poder tomar uma atitude. Meu primeiro passo está dado... antes tarde do que mais tarde!

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