domingo, 8 de fevereiro de 2009

Decadência sem elegância

Fiquei sem os canais da net por um tempo - o motivo não vem ao caso – e me vi obrigada a a acompanhar os telejornais apenas pelos canais locais. Além do manjado 12 (RBS) acabei me deparando com redeTV!, SBT, Band, TVE, entre outros que dificilmente passavam pela minha tela.
A boa surpresa foi a TVE. Os noticiários e documentários que vi foram gratificantes! Gostei de saber das notícias da minha cidade em primeira mão (Porto Alegre) sem passar obrigatoriamente por Rio e São Paulo, gostei do nível dos programas, dos apresentadores, gostei de ouvir notícias boas e positivas em vez da pura desgraça que é ampliada na maioria dos telejornais das outras emissoras, se não tivesse passado tão pouco tempo em frente a tv (sou meio chucra pra isso) me arriscaria até a lascar uma nota, mas com pouca audiência não tenho condições de avaliar o todo.
O problema foi o restante das emissoras... credo que pobreza.
Sem entrar nos detalhes de quem é pior - se Luciana Gimenez ou Nelson Rubens – estou de cara com o nível da programação da tv brasileira. Acho que nem preciso entrar no Big Brother, que vamos combinar, é a ruína cerebral.
A grande pergunta que fica é do tipo ‘quem veio antes o ovo ou a galinha?’- Será que o nível dos programas baixou porque a audiência está procurando por programas cretinos ou será que as pessoas estão se acostumando a ver porcaria na tv por que os programas têm piorado de uns tempos pra cá???
Será que a popularização do aparelho de tv - que permitiu que as camadas mais baixas da população tivessem acesso a esta mídia - contribuiu para o franco declínio do conteúdo apresentado? Francamente, não acredito que pessoas esclarecidas se prestem a assistir às entrevistas esquizofrênicas da Gimenez, ou às fofocas do showbiz apresentadas por Nelson Rubens e sua trupe.
Um dia desses me obriguei a ficar pelo menos 10 minutos nestes programas que eu classificava de “inolháveis” para me certificar de que eu não estava exagerando ou sendo muito radical. Foi o tempo que deu para agüentar. Não só confirmei o que eu achava como fiquei mais impressionada ainda.
Estou cada vez mais inclinada a atirar a televisão do quarto pela janela. Que ela não cruze comigo em TPM!

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