sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Afagar: sim, alimentar: não

Decidi que não alimento mais gatos de rua.
Tá bom, pode ser que eu volte atrás nessa decisão quando me deparar novamente com um miado faminto, mas racionalmente eu sei que não deveria.
Estou sendo ruim? Não, pelo contrário.

Certa vez, quando ainda trabalhava no meu escritório em uma avenida movimentada de Poa, dei de cara com um gato na minha garagem, mais especificamente dentro do meu depósito de materiais na garagem. Eu, que tenho loucura por estes bichos, fiquei absolutamente encantada, chamei, afaguei, afofei, enfim me lavei naquele bichano que estava simplesmente se abrigando no meu espaço. Ok, até aí tudo bem, o problema foi quando comecei a alimentá-lo. Uma semana depois de começar a receber fartas porções de whiskas diariamente ele (ou ela) simplesmente se alojou de vez ali dentro, deixando de caçar e buscar seu próprio alimento, ou seja, ele se tornou dependente de mim.
Bom, pra resumir, o gato começou a usar não só o meu depósito pra morar, mas a garagem toda para fazer as suas necessidades e marcar território criando a maior confusão com os outros condôminos. Isso resultou na sua expulsão do local.

Moral da história: na tentativa de ajudar acabei inviabilizando o abrigo que ele tinha encontrado.

Isso acontece com pessoas também, mas aí já é assunto pra psicólogo.

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