sábado, 24 de janeiro de 2009

Palavra mágica

cons.ci.ên.cia s.f.
1. faculdade que permite ao homem o conhecimento e a avaliação do que se passa em si mesmo e à sua volta
2. (Religião) testemunho ou jugamento secreto da alma, aprovando ou reprovando nossos atos
3. capacidade de julgar os próprios atos do ponto de vista moral
4. cuidado extremo com que se executa um trabalho
5. conhecimento, noção
6. senso de responsabilidade
7. escrúpulo, honradez, retidão
8. (Psicologia) percepção imediata da própria experiência; capacidade de percepção em geral

Se eu tivesse que resumir em uma só palavra o que eu mais desejo para a humanidade, eu escolheria a palavra “consciência”. Se realmente existe uma panacéia, um remédio para quase todos os males, é ela. Palavrinha esquisita, tantas vezes usada de forma equivocada, ou empregada para descrever infortúnios e arrependimentos ela é, para mim, uma preciosidade.
Já repararam como ela é versátil? Os que já foram apresentados à ela sabem do que eu estou falando.
  • Quem tem consciência corporal, por exemplo, tem noção do seu corpo, da sua postura, da sua coluna, dos seus gestos e das mensagens que passa através da sua linguagem corporal.
  • Ao tomarmos consciência dos nossos problemas, automaticamente já eliminamos a metade deles. A maioria das nossas aflições ganha corpo na ignorância, isto é, quando fantasiamos sobre elas.
  • A consciência de nós mesmos, em parceria com o auto-conhecimento, nos fornece grande parte do armamento que precisamos para prevenir-nos contra os revezes da vida e passarmos por eles sem grandes traumas.
  • A consciência nos faz comer mais frutas e menos frituras porque as frutas são saudáveis e nos alimentam;
  • A consciência nos faz consultar o médico de vez em quando para verificarmos aquilo que não tem sintomas e pode acometer pessoas do nosso sexo/faixa etária;
  • Ela também nos leva até a academia mais próxima e nos incentiva a malhar, porque a prática regular de exercícios previne doenças e melhora a nossa qualidade de vida;
  • A consciência ecológica, tantas vezes repetida mas muito pouco praticada, nos impede, por exemplo, de jogar lixo na praia, de consumir produtos que gerem impacto ao meio ambiente ou de compactuar com um modo de produção insustentável.
  • A consciência das nossas qualidades também é de grande valia, é um dos antídotos para a insegurança. A baixa auto-estima nada mais é do que a ignorância (o contrário da consciência) daquilo que temos de bom. E todo mundo tem qualidades, basta saber enxergá-las;
  • Por outro lado, assim como a consciência dos nossos problemas, a consciência das nossas dificuldades nos faz buscar ajuda. O sofrimento é o primeiro sintoma de que algo não anda bem e a compreensão desta mensagem e a busca por ajuda já representam um avanço e tanto.

Sei que não esgotei o assunto, nem tenho essa pretensão, mas caso eu precise escolher uma só palavra... já sabem.

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