quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Não interessa se ele é coroa...

Mais uma vez o aquecedor entrou em greve.
Troca botijão, liga, desliga, testa, reza, faz promessa e nada, nem se mexe o bandido.
Depois de dois banhos perdendo a respiração em baixo do jato frio do chuveiro decidimos: chama o homi.

Me preparei para o assalto, não que o cara seja careiro, é que gastos com manutenção de aquecedor/geladeira/ar condicionado nunca estão na lista dos 'gastos previstos', logo, são apenas gastos que não vão te deixar mais bonita, nem mais cheirosa, nem te alimentarão, enfim, não trazem nada de novo além do que você já tinha – banho quente. Mas tudo bem, bora chamar o Geraldo.

No decorrer da explicação, entre rebimbocas e diafragmas, comecei a gostar do que eu ouvia. Não que pretendo seguir carreira de faxineira de aquecedores (tenho certeza que amanhã já esqueci que eles existem) mas fiquei feliz em saber que o aparelho que está lá plugado na área de serviço é uma raridade. Colecionadores, não se empolguem: eu explico. Hoje em dia – segundo o Geraldo (nosso Personal Aqueceitor Tabajara) não se fazem mais aquecedores como os de antigamente. Até aí nada de novo, porque hoje em dia não se faz mais NADA como antigamente, tudo está programado para dar pau em pouco tempo, pois assim você adquire outro igual e mantém viva a roda do consumo. E como não poderia deixar de ser os asiáticos são grandes campeões no quesito ‘geração de sucata’. Ou seja, você aposenta seu aparelho velhinho, só porque ta feio e faz uns barulhos esquisitos, instala uma belezura daquelas que só faltam falar, mas algum tempo depois o negócio literalmente nega fogo. E tem mais, precisou repor peças? Vixi... cada centímetro de serpentina importada custa o equivalente a toda minha área de serviço. Pasmem, nosso bom e velho aquecedor segue firme. Quem precisar de serviço especializado entra em contato, que eu passo o fone do Geraldo.

Antes de jogar fora o seu equipamento, tente consertá-lo. Pense na sua responsabilidade na geração de lixo.

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