Passado o momento de excitação, comilança e excessos... Passado também o momento em que você acorda com a sensação de que a sua cabeça está com o dobro do tamanho, olha pela sala e não lembra de onde vieram aquelas taças, o “2009” em isopor purpurinado (esse eu lembro, estava cravado no leitão!) muito menos o colar de havaiana lilás... é chegada a hora de refletir.
O que aconteceu nas últimas 24 horas? O que realmente comemoramos entre o dia 31 de um ano e o primeiro de outro?
Confesso que nunca tive muita simpatia por esta data. Todo ano a mesma coisa, nos vestimos de branco (o que já é uma tarefa cruel), nos encaminhamos para o local escolhido para a janta, comemos, brindamos e era isso, além do que, sempre que penso em festa de Reveillon as primeiras coisas que me vêm a cabeça são o barulho incômodo dos fogos, os bêbados, as multidões na praia enfim, nunca gostei muito de grandes funções.
Este ano, diferente dos outros, não comemorei a entrada do ano, este estranho que está recém começando, comemorei os anos felizes que se passaram. Os 31 anos em que fiz amigos (e alguns deles estavam comigo nessa e em outras viradas), os anos em que fui à praia, que dei risadas, que namorei, que fui criança, que senti a vida passar e construí lembranças muito boas.
Durante todo 2008 tive a impressão que o tempo passou voando e que nem vi a vida passar, mas nessa noite, um filme passou numa tela imaginária à minha frente, e tive a certeza de que a felicidade está adormecida dentro de nós e basta um pequeno gesto ou uma lembrança para percebermos que tudo valeu a pena.
O que aconteceu nas últimas 24 horas? O que realmente comemoramos entre o dia 31 de um ano e o primeiro de outro?
Confesso que nunca tive muita simpatia por esta data. Todo ano a mesma coisa, nos vestimos de branco (o que já é uma tarefa cruel), nos encaminhamos para o local escolhido para a janta, comemos, brindamos e era isso, além do que, sempre que penso em festa de Reveillon as primeiras coisas que me vêm a cabeça são o barulho incômodo dos fogos, os bêbados, as multidões na praia enfim, nunca gostei muito de grandes funções.
Este ano, diferente dos outros, não comemorei a entrada do ano, este estranho que está recém começando, comemorei os anos felizes que se passaram. Os 31 anos em que fiz amigos (e alguns deles estavam comigo nessa e em outras viradas), os anos em que fui à praia, que dei risadas, que namorei, que fui criança, que senti a vida passar e construí lembranças muito boas.
Durante todo 2008 tive a impressão que o tempo passou voando e que nem vi a vida passar, mas nessa noite, um filme passou numa tela imaginária à minha frente, e tive a certeza de que a felicidade está adormecida dentro de nós e basta um pequeno gesto ou uma lembrança para percebermos que tudo valeu a pena.
Mazzzáá Sandrixx! Blogueira então!? Parabéns queri! Tens jeito pra coisa! Não sei pq enxerguei meuS reveillónS nesse texto...kkk
ResponderExcluirColei abaixo um outro que recebi hj e acho que complementa muito esse sentimento que se chama reveillón...vida nova????
Sem medo de perder - Martha Medeiros
Chega o fim de ano, e a gente se projeta pro futuro de uma forma um pouco vacilante: por um lado, nosso espírito está voltado para a renovação, para investir em planos inéditos, combater nossas carências. É como se pudéssemos, de um dia para o outro, zerar o que foi vivido e nascer de novo.
Por outro lado, temos dificuldade em dar uma zerada, porque isso significaria abrir mão de algumas coisas, libertar-se do que não está dando certo, e o desapego não é uma prática corriqueira entre nós. O ideal seria que o novo ano nos recebesse de portas escancaradas para que passássemos com toda a nossa bagagem, porém a porta não é tão escancarada assim. Não dá pra trazer tudo com você. Principalmente se você está tão repleto de desejos novos. Para que possamos receber o novo, é preciso deixar pra trás desejos antigos, sonhos frustrados. É preciso estar disposto a perder.
Foi lendo uma crônica do psicanalista Contardo Calligaris, de dezembro de 2005, que me deu o estalo: como é que vou abrir espaço para novos acontecimentos e emoções na minha vida se não consigo me despedir do que acumulei no passado?
Adeus ano velho. Foi ótimo, foi péssimo, foi fácil, foi difícil, me dei bem, me machuquei, teve de tudo.
As emoções boas naturalmente irão se acomodar na minha mochila e vir comigo, e o que foi ruim pode ser transformado em aprendizado e vir também, mas alguma coisa terá que ficar pelo caminho. É como doar as roupas que já não usamos para poder liberar as gavetas.
Vale para todos os setores da vida. Algumas pessoas desejam uma nova perspectiva profissional, mas em vez de dar um basta para o trabalho que já não serve, relutam em dispensá-lo e os prognósticos de novidade não se cumprem. Há os que querem parar de fumar, parar de engordar, parar de beber, mas para isso terão que abrir mão de algo difícil de abandonar: o imenso prazer que certos maus hábitos proporcionam.
E tem as relações afetivas e amorosas que já não correspondem ao esperado. Você não vê mais graça em brigar, não quer se acostumar com a dor, com as agressões que o coração sofre, mas como deixar o ringue depois de tudo o que foi investido, de tanto sofrimento que não foi inventado, mas que existiu de fato? Para responder a essa questão e deixar como mensagem de fim de ano, volto a Contardo Calligaris que encerrou aquela sua crônica de 2005 com uma frase que serve para os finais de todos os dezembros da nossa vida:
"Meus votos para todos: um Ano-Novo sem medo de perder."
E era Wilssonnnn...
Bjo, me liga.
hahaha a pri tem razão..tu tá mandando muito bem...e tem estilo tipo da martha tb. vai em frente...Ah, quanto a cruel parte de vestir-se de branco hummm gora eu acabei com este problema...entrei 2009 de amarelo...muito outro inshalá hahaha beijosssss ;) Biba
ResponderExcluirhahaha a pri tem razão..tu tá mandando muito bem...e tem estilo tipo da martha tb. vai em frente...Ah, quanto a cruel parte de vestir-se de branco hummm agora eu acabei com este problema...entrei 2009 de amarelo...muito ouro inshalá hahaha beijosssss ;) Biba
ResponderExcluir