segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Tamo cum pobrema, mano...


Tempestades, Tsunamis, ciclones, terremotos e até guerras, significam além de estragos materiais, uma baixa na população envolvida. Dependendo da magnitude dos eventos as vezes o numero de mortos pode ultrapassar a população de uma cidade inteira.
E isso é ruim?
Na verdade fica fácil falar quando a desgraça não acontece com a gente nem com os nossos, mas vou arriscar manter a minha opinião de que num mundo onde os recursos naturais são finitos, a produção de alimentos cresce em progressão aritmética e a população em progressão geométrica, acho que essas baixas são nada mais que necessárias.
Enquanto não entra em cena o utópico planejamento familiar (nome pomposo para controle de natalidade) vamos ocupando cada metro quadrado do planeta, os últimos reconditos livres e virgens, desmatando o que ainda resta de floresta, moldando lajes em cima de dunas e povoando histericamente esse planeta, como se fosse uma tarefa a ser cumprida!
Se disser que assisto a desgraça alheia com prazer estarei mentindo, não me concedo essa frieza, mas vou dizer que enxergo direitinho a natureza gritando por seus recursos de volta. Os prédios nas margens dos rios, as casas nas encostas de morros, tudo o que sempre foi proibido e perigoso lá, ruindo, despencando... e as pessoas se desesperando. Mas e aí, de quem é a culpa? Acho que nem precisa responder.

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